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Subnutridos

by Luís Formiga

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1.
Subnutridos 04:39
Subnutridos Vem pescar-me rápido, antes que pense que fui esquecido Filho de medos mudos, miúdo mal nascido Vem pescar-me rápido, sou amanhecer esfomeado De prato cheio, meu anzol é ter-te a meu lado Vem pescar-me rápido antes que pensem que me falta amor. Antes que julgue desse castigo merecedor Antes que caíam os outonos e aprenda a apertar os cordões Que o paladar não mais estranhe o vinho e o amargo das suas ilusões. Vem pescar-me rápido, vem pescar-me Antes que se faça silêncio na canção, dos subnutridos do coração Há tantas formas de chegares, e são todas correctas Antes que se acabe a canção (dos subnutridos do coração) Vem pescar-me rápido antes que pensem que me enamorei pela solidão E que este mar que habito é lar por opção Antes que perca o medo do escuro e se anoiteça o olhar Que o lamento encontre o silêncio e se vá a vontade, de te ver chegar.
2.
Justiça 02:54
Justiça Dei-lhe um coberta que usou E comida que devorou E por fim, lá subi as escadas. Não direi que estou acima, mas o meu caminho tem outras curvas, Porque sabes, A justiça mija nas ruas. Tenho compaixão por ti Mas já nem sei se é meu Ou se foi a religião que mo deu. Não direi que estou acima, A crença aquece a alma, mas um cobertor aquece muito mais. A Justiça mija nas ruas. Tragédia sem sangue e chapa Não faz manchete de jornal Se não se vê, não se pensa, não tem mal Não direi que estou acima De costas vou na direcção errada. Ele foi só mais um que ficou sem nada. A justiça mija nas ruas. A justiça ainda mija nas ruas
3.
Devia ter percebido pelo tom daquele olá que vinhas para me fazer mal Entre o ocaso e o triunfo de uma lua palidamente desanimada Uma criança não pode viver assim, acordada, descontrolada Ai eu sei lá o que é o amor Ai eu sei lá se sei o que é, o amor. O passado é só glória mal lembrada, o futuro, miséria declarada Era tão fácil perceber que a canoa andava em círculos porque um de nós não remava Amores que duram deixam os amantes tão exaustos Desculpa noite, mas nós não podemos ser amigos, tu não me fazes bem. Potencial não é realidade, se calhar sabia, a comida não descia, não cabia Pendura-nos numa moldura, talvez te dê o estremecer da recordação Bela que cessas nos lençóis da manhã, embrulhada no sorriso da despreocupação. A aspirar viver em contratempo, por entre as batidas da solidão. A Fragilidade é medidor de coragem e berço da criação Vou saber perder-te como um vencedor. Ai eu sei lá o que é o amor Ai eu sei lá se sei o que é, o amor. Desculpa noite, mas nós não podemos ser amigos, tu não me fazes bem.
4.
Homem dos Bons Nunca quiseste ser farol, de pesado fardo a acudir. Mas homem invisível, nunca fora fato que quisesses vestir. O volume está no máximo, só mudam as melodias que ninguém escuta Gritar, ser-te-ia igual, tu só querias um sorriso por permuta. Sei quem tu és eu sei, tu és um homem dos bons Sim, eu sei quem tu és, tu és um homem dos bons Eu sei quem tu és, tu és um homem dos bons. Mas ela acha-se melhor mulher, e nem te vai olhar Mas ela pensa-se melhor mulher e nem te vai reparar. Sim, eu sei quem tu és, tu és um homem dos bons Repetes-te porque é assim que sentes os dias, não importa mais se te destrói, E os casacos já não aquecem, porque não é esse o frio que dói Há tantas ruas que ainda não percorreste, mas o resultado adivinhas viciado Só querias uma luta que pudesses ganhar, antes (um ego) enganado que ignorado. Sei quem tu és eu sei, tu és um homem dos bons Sim, eu sei quem tu és, tu és um homem dos bons Sei quem tu és, tu és um homem dos bons. Mas ela acha-se melhor mulher, e nem te vai olhar Mas ela acha-se melhor mulher e nem lhe vais entrar no radar. Sim, eu sei quem tu és Ela saiu à para te lembrar que não és bom o suficiente Sei quem tu és eu sei, tu és um homem dos bons Sim, eu sei quem tu és, tu és um homem dos bons Sei quem tu és, tu és um homem dos bons. Sim eu sei quem eu sou, eu sou um homem dos bons Mas ela acha-se melhor mulher, e nem me vai olhar Mas ela pensa-se melhor mulher e nem me vai reparar. Sim, eu sei quem eu sou.. Mas ela é uma melhor mulher.
5.
Melodia da fraqueza Sabes companheiro, hoje acordei numa inquietude diferente, Saí à rua para merecer, vestido de vencer. Mas não havia nada para mim naquele lugar Foi só mais uma tentativa de me abandonar. Olho-te companheiro, tu que tens vencido tanto, Nunca me lembro que só é vencedor que não tem medo de ganhar. Nem o anseio assim tanto, mas vou a meio do caminho E tu pareces ter as tuas coisas todas no lugar. Ontem olhei ao espelho, o idiota do outro lado disse(-me) Estás demasiado exausto para te preocupares com a felicidade? É a melodia da minha fraqueza, não (saber) desistir das flores Sou o que me falta. Sabes companheiro, tenho tentado colocar-me no teu lugar, Ás vezes esqueço-me que até tu, juntaste uma lágrima às tentações. Equanto a música te chegava aos poucos como se alguém explicasse algo entre os refrões. Perder o hábito de viver antes de ganhar o de pensar E porque se transformou nele mesmo o mundo fugiu-me Sabes companheira que se foda esta vida, Enquanto é a minha que lamento, e essa mesma que alimento. Ontem olhei ao espelho o idiota do outro lado disse Estás demasiado exausto para te importares com a felicidade? Não desistir das flores, é a melodia da minha fraqueza Sou o que me falta
6.
Samba de Maio Menina de sangue azul, bebe bom vinho e fala francês para que te admire no que fica perdido em tradução Nem te olhei o vestido, com medo que algo deixasse transparecer a forma como te trago em mim É o samba de maio, você dança, e dança e dança, eu caio É o samba de maio, você dança, e eu caio Sempre fizeste estradas onde haviam muros teus saltos altos nunca foram vistos em apuros Eu cresci a ver pessoas como tu na televisão em que o andar nunca pisava o chão É o samba de maio, você dança, e dança e dança, eu caio É o samba de maio, você dança, e eu caio O teu sorriso é um bocejo princesa dos bonitos, faz-me rei do aflitos O teu olhar desafina os tons da madrugada depois de ti é este dia que não sabe a nada. É o samba de maio, você dança, e dança e dança, eu caio É o samba de maio, você dança, e eu caio Se por ti usar gravata, teu vestido serão os meus lençóis e o teu peito almofada. Não importa mais pobreza na geometria dos dias em teu nome escreverão as mais belas melodias
7.
Don Juan Arrumador Faz tempo trocou jornal por uma rosa, maneja-a como um maestro, abandonou a prosa Lê as cidades de Calvino debaixo de uma árvore nesta, invisibilidade é comum como mármore. Quando o vento explica às nuvens a promiscuidade Chove no estacionamento dos louvores Parqueado como um dia entre duas noites O mais solitário rei do bairro do amor Quis ser poeta sem ser besta, Agora bebo a minha água quando chove Sonhos é só para quem pode, sonhos é só pr’a quem pode. Olá eu sou Don Juan Arrumador Não estou aqui pelo dinheiro, quero teu amor. Dou-te a mão porque mais do que acordar sem saber Custa-me ver um amor destes morrer É como despedir de um velho amigo Daqueles que connosco fez, parte do caminho Olá eu sou a Rainha do pára-brisas Pálida, a mais moderna das Mona lisas Sou bela de inferno, serei suplício Não é mau feitio é fogo de artifício Homens aceleram para me ver chegar Eu cá sorrio só para os maltratar Sonhos é só para quem pode, sonhos é só p’ra quem pode. Se sabes que não estacionarei aqui amanhã porque me queres ficar? Porque andas de costas tortas E já nem sabes bem onde é o teu lugar Dou-te a mão porque mais do que acordar sem saber Custa-me ver um amor destes morrer É como despedir de um velho amigo Daqueles que connosco fez, parte do caminho Presos na teia magnética desta cidade deixa-me ser teu chaffeur, motoristá E da miséria de ambos faremos uma espécie de felicitá. Deixa a esparsa tentação esvoaçar a céu aberto Dois errados não somam um certo Oh mais bela rainha das indecisas, deixa minhas lágrimas lavar teu pára brisas Sonhos é só para quem pode Sonhos é só para quem pode. Dei-te a mão porque mais do que adormecer, desistir Custa-me ver um amor destes partir É como despedir de um velho amigo Daqueles que connosco fez, parte do caminho
8.
A Pistola do Ernesto Toda a gente fala da pistola do Ernesto Ele não fala é modesto Ernesto era um tipo alto, sorria num branco tanto. Portador de um benevolência, causava um certo espanto Talvez por isso nunca houvesse entendido a química do amarelo Esse balão ao contrário que triunfa mesmo na falta de hélio Toda a gente fala da pistola do Ernesto Só ele não fala, é modesto. De quando em vez aparecia lá no bar, pedia sempre a dobrar Um para ele, outro em suspenso, para quem mais necessitar Ganhara a vida como pugilista e a rir nos dizia, é melhor dar que receber, nada soube até o saber. Mas a malta sabia que aprendeu a gostar mais dos outros que de si Desconfiava-se que a solidão lhe sorria a tempo inteiro Toda a gente fala da pistola do Ernesto Só ele não fala, é modesto. Ernesto dizia, que jogo estúpido que com honestidade jogava, entoar hinos de liberdade enquanto as costas (são) chicoteadas. Transformaram o meu país numa anedota sem gargalhadas Oh deus que faço eu neste exército se nem gosto de espingardas. Esvaziado de coragem lamento pelos que me trataram Que o meu silêncio atinja o que os meus berros não alcançaram Toda a gente fala da pistola do Ernesto Só ele não fala, falou ela.
9.
O Teu Deus 04:16
O Teu Deus / Cinzas Não queria ser eu a dizer-to mas o teu deus está a morrer Ele passou por aqui, não me parecia nada bem Imagina só o meu alivio quando vi que não vinha por mim Há adivinhas nas sombras, devias escutá-las também O rosto escondido pela neblina e o vento a uivar nos seus fardos Profeta de olhos tristes, no lago dos perdões não se afogam pecados Disse-me que homens bons fazem coisas más, faz parte do bolo Chega o dia em que por amor até o sábio se comporta como tolo. Deve ser pesado estar no sua pele, todos os dias culpado por algo Bom samaritano afia a piedade como uma faca, hoje sou teu alvo No meu pobre espanto confesso(-te), não tenho nada a esconder Nunca aprendi nesse vinha chamar-lhe sangue para beber Se queres encontrar o fogo, procura-o nas cinzas. Até os pássaros estão presos à sua liberdade Pode ser um calvário maior (escalada) que a conformidade Calças o meu número, mas dizes que os meus sapatos não te servem salvação Há (tantos) amanhãs que resplandecem para quem foge da escuridão. Se queres encontrar o fogo, procura-o nas cinzas.
10.
Gato Preto 04:09
Gato Preto Gato preto, preto morto Gato preto, deitado, morto Nasceu para (tudo) escurecer Gato preto, preto e morto Viveu a rua, caminhou o esgoto Nascido do fumo, arriscou a cidade Cresceu para lá do tamanho e da vaidade. Gato preto, deitado morto Desafiou o escuro, quis ser outro Aprendeu que para ser vadio é preciso (saber) não chorar o frio E que a prisão não é ter trela, é ter medo. Gato preto, preto morto Gato preto, deitado, morto Arrogante vestígio da noite. Mil amantes que a noite nunca confessou Fugiu de pedras, leis e até do que amou Gato preto, trincou o desencanto A mágoa cobriu-o como um manto Refugiou-se numa capela, que queria ser igreja Alimentado por uma mulher que ninguém beija. Nas promessas de paraíso Não ouviu um só riso. No húmido sussurro da terra Enfim descansa, A sua nova/última morada, um buraco por campa Os mártires entram na arena de mão dada Mas morrem sós. Tem jazigo sem flores E nem um suspiro de seus amores Gato preto, preto morto Podia ser teu, podia ser meu Gato preto, jaz morto Podias ser tu, era eu.
11.
O mundo circular é um mundo de sentido único, No amor, quem gostarás Não te amará, Gostará de outro alguém, que com outro alguém se importará. Todas as mães solteiras, filhos aceitam a criação Habituados, Educados, fechados, nem ousam imaginar outra opção Relação liberalizada dá rebento, mas quanto maior o amor, maior o tormento. Tentaram impor governação, mas ninguém entrava em consenso. Toda a gente é crente e servente, Deus e patrão Votam no vizinho, dá neutra essa intricada equação. No mundo circular, o fim devora o início Somos todos réus em eterno precipício No mundo circular doa-se a vida para desperdício A ordem é caótica, e o caos é fictício No mundo circular nasceu um homem que de direcção mudou. Este individuo, não se conformou e amou a mulher que por ele se apaixonou Dois outros, inspirados, votaram nele e virou primeiro (eleito) da nação Decretou que todos os homens deviam do amor fazer nascer revolução. No mundo circular, o fim devora o início Somos todos réus em eterno precipício No mundo circular doa-se a vida para desperdício A ordem é caótica, e o caos é fictício
12.

credits

released June 24, 2014

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Luís Formiga - voz, guitarra, harmónica
Pedro Campos - contrabaixo

Bruno Pinho - guitarra
Edward Alves - voz
Hugo Pereira - synths e percussões
Inês Moreira - voz e viola de arco
Rui Veiga - guitarra

Gravado no __COM__ e no Covíl Estúdios por Hugo Pereira
Produzido e Masterizado por Hugo Pereira

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Luís Formiga Aveiro, Portugal

Caçador de cerejas e tempestades, "troca os "v's" pelos "b's" desde tenra idade!

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